O Padre Luís Gonzaga Pereira Cabral, que deu nome à Rua do Padre Luís Cabral, anteriormente designada por Rua Central (e anteriormente ainda, Rua Direita), nasceu no número 901 daquela artéria da Foz do Douro, em Outubro de 1866.
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| O Padre Luis Cabral |
Seus pais, Maria Emília da Conceição Ribeiro Coelho e Constantino António do Vale Pereira Cabral, fidalgo cavaleiro da Casa Real e comendador de Cristo, embora vivendo na Rua das Flores, na baixa do Porto, tinham casa na Foz do Douro onde durante anos passavam o mês de Outubro.
Luís Cabral, depois de ter passado a infância entre a rua das Flores e a rua Central, foi aos nove anos para o Colégio de Campolide, em Lisboa, onde iniciou a sua formação como jesuíta.
Esteve depois em Toulose, França formando-se em filosofia. E entre 1894 e 1899, fez ali também o seu curso de Teologia.
Teve muita actividade, após o seu regresso a Portugal cinco anos mais tarde. Com a implantação da República, em 1910, surgiram as expulsões dos jesuítas. O Padre Luís Cabral exilou-se então na Bélgica, durante cinco anos.
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| O prédio (na cor amarela) é a casa, na Rua do Padre Luís Cabral, onde nasceu e viveu alguns anos o Padre. |
Mais tarde, rumou ao Brasil, onde fundou, na Baía, um colégio. Faleceu em Junho de 1939, naquela cidade brasileira, após prolongada doença.
Deixou um vasto legado literário publicado, entre livros, folhetos, discursos e ainda algumas composições dramáticas.


Muito interessante o que descreve, também eu gosto de recordar, pesquisar e registar o "Antigamente" mas sem grande sucesso, confesso - não tenho grande tempo para aceder às fontes que nem sei se existirão.
ResponderExcluirMas a propósito do nome da Rua Padre Luis Cabral, recordo que na minha mocidade, já lá vão uns bons anos, frequentei por uns meros 15 dias (tempo de férias) no nº. 432 dessa mesma artéria. Pode dar-me alguma informação adicional sobre esse "palacete" que julgo ter pertencido a uma distinta família "Gonçalves" e que o seu primeiro (?) proprietário fora ARRAIS (pescador de profissão portanto) e cuja decoração do interior da casa bem o demonstrava. Não sei se ainda existe bem como todo o extenso terreno em volta da casa um imenso pinhal (julgo que mansos) pois nunca mais lá fui e nem sei se com estas modernidades - novos arruamentos, mais construções, cada vez mais construções, estará alguma coisa ainda de pé.
Desde já muito obrigado se me puder refrescar e alimentar a memória.